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Joint Oversight Group - JOG


O JOG é composto por representantes do C3P e da NASA, bem como de órgãos governamentais de Portugal e dos E.U.A., os quais designarão mais elementos de cada lado para examinarem, anualmente, cada uma das 6 áreas potenciais de interesse definidas no Joint Statement que criou o C3P e, se apropriado, identificarem oportunidades de colaboração que satisfaçam as Provisões dos TOR, Terms of Reference do C3P.

 

REUNIÃO ANUAL DO JOG, 2004

Em Setembro de 2004, a United States National Aeronautics and Space Administration (NASA) acolheu a reunião do JOG no John F. Kennedy Space Center, na Florida. O evento de 2 dias consistiu em reuniões técnicas, seguidas de uma visita ao KSC.

A reunião foi conduzida pelo Director Geral do C3P e participada por representantes do C3P, NASA Headquarters, NASA KSC, da European Space Agency (ESA), International Trade Bridge, Inc. (ITB), do Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), e do Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ).

Na reunião do JOG foi apresentada uma revisão das actividades anuais do C3P, bem como os sucessos obtidos, incluindo:

  • Desenvolvimento de Projectos Técnicos entre a NASA e TAP/OGMA, nomeadamente o projecto “Identificação de Alternativas a Revestimentos Alodine 1200/1000 contendo crómio Hexavalente em AL 2024, 6061 e 7075”.
  • Presença do C3P, em Julho de 2004, no Air Show de Farnborough, para distribuição de informação sobre o C3P e realização de contactos com Empresas Internacionais.
  • Participação do C3P e ISQ como membros das Comissões de Qualidade Ambiental e de Desenvolvimento e Apoio ao Cliente/Grupos de Trabalho da Aerospace Defense Association of European Industries (ASD).
  • Desenvolvimento de Parcerias com empresas e associações industriais estrangeiras, designadamente:
    • Reino Unido: BAE Systems e TWI (The Welding Institute – Instituto de Soldadura)
    • Espanha: Instituto Espanhol de Inovação Tecnológica, INASMET
    • Polónia: Diversas empresas aeronáuticas e defesa

A reunião do JOG terminou com a apresentação, por parte do Programa AP2 da NASA e do ISQ, de áreas de projecto para futuro desenvolvimento em 2005. Algumas das áreas de projecto apresentadas derivam de auditorias, conduzidas por representantes do Programa AP2 da NASA e do C3P, realizadas a Pequenas e Médias Empresas (Small and Medium Enterprises – SME) Portuguesas, em 2003. Enunciam-se, seguidamente, as potenciais áreas de projecto para o C3P explorar em 2005.

Contudo e para além do objectivo primeiro destas actividades do C3P, que consiste na identificação e demonstração/validação de soluções alternativas a substancias e materiais poluentes no âmbito da indústria, salienta-se que, através de trabalho conjunto, as empresas poderão obter uma significativa rentabilização de recursos e diminuição de esforços duplicados.

Projectos anteriores e semelhantes de prevenção da poluição industrial, apresentaram retornos de investimento variando entre 4:1 e 12:1.

 

 

1. Tecnologia

Validação de alternativas ao crómio hexavalente (Cr+6) em revestimentos de conversão química e primários para substratos de alumínio.

 

Necessidade

Os revestimentos de conversão química contêm crómio hexavalente, que é estritamente regulamentado e classificado como um componente cancerígeno. Em Fevereiro de 2003, a União Europeia (EU) realizou uma revisão à legislação de modo a estabelecer uma infra-estrutura de gestão de resíduos electrónicos na Europa (WEEE), e ainda restringir o uso de certas substâncias poluentes em equipamentos de alta tecnologia (RoHS). A Legislação inclui as seguintes restrições relativas a emissões de crómio hexavalente em águas residuais: máximo de 0.1 mg/l (descargas industriais em águas de superfície), 0.1 mg/l (indústrias de acabamentos/revestimentos de metais), e 2 mg/l combinação de crómio hexavalente e trivalente (indústrias de curtume). Adicionalmente, os limites de exposição dos trabalhadores são estabelecidos a um valor igual ou inferior a 0.5mg/m3 e as emissões atmosféricas são extremamente limitadas. Estes limites podem provocar um aumento dos custos de pré-tratamento de alumínio e ligas de alumínio. Em Portugal, este projecto tem como objectivo a redução ou eliminação do uso de crómio hexavalente, em revestimentos aplicados em alumínio, através da demonstração e validação da performance de soluções alternativas.

 

Metodologia

A equipa técnica de projecto deverá identificar os requisitos de engenharia, performance, e impacto operacional (sustentabilidade) de tintas contendo crómio hexavalente (revestimentos de conversão química e primários). A equipa técnica deverá chegar a um consenso relativamente aos ensaios e critérios para a validação de tecnologias alternativas de revestimentos. Os resultados obtidos destes testes têm como finalidade conduzir a implementação da tecnologia específica para cada utilizador, e não para a qualificação ou exclusão de qualquer alternativa. Cada utilizador deve seleccionar as alternativas de acordo com a sua actividade.

 

Um grupo conjunto, constituído por representantes técnicos do C3P, ISQ, INEGI, parceiros técnicos, gestores de programas e outros representantes técnicos governamentais, deverá identificar os requisitos de aplicação, performance e impacto operacional (sustentabilidade). Este grupo deverá então definir os testes críticos, metodologias e critérios de aprovação para a qualificação de alternativas, de acordo com a aplicação do utilizador.

 

Sectores Industriais Afectados

Sector de Transportes (automóvel, caminhos de ferro, aeronáutica); Indústrias de Acabamentos/Revestimentos de Metais; Fotografia; Produção de Metais e Ligas Cromatados.

 

Benefícios

Pré-tratamentos alternativos para alumínio têm como finalidade substituir todos os processos de pré-tratamento com crómio hexavalente. Também podem ser usados como um pós tratamento para revestimentos metálicos de sacrifício, tais como cádmio, zinco, estanho-zinco, zinco-níquel, e alumínio IVD; e ainda como pós tratamento para alumínios anodizados, substituindo fórmulas cromatadas nessas aplicações.

 

 

2. Tecnologia

Identificação, demonstração e validação de alternativas a revestimentos primários e de acabamento com elevado teor em compostos orgânicos voláteis (COV), contendo metiletilcetona (MEK), tolueno e xileno.

 

Necessidade

O objectivo deste projecto é a identificação e validação de soluções alternativas para os revestimentos normalmente utilizados nas indústrias Portuguesas, contendo COVs, MEK, tolueno e xileno.

 

Metodologia

A equipa técnica de projecto deverá identificar os requisitos de engenharia, performance, e impacto operacional (sustentabilidade) de tintas contendo valores de COVs acima dos valores permitidos na legislação Portuguesa. A equipa técnica deverá realizar uma pesquisa tecnológica, de acordo com a metodologia do C3P, para identificar soluções alternativas, comercialmente disponíveis, de revestimentos e processos para a substituição dos revestimentos actualmente utilizados.

 

A equipa técnica deverá chegar a um consenso relativamente aos ensaios e critérios para a validação de tecnologias alternativas de revestimentos. Os resultados obtidos destes testes têm como finalidade conduzir a implementação da tecnologia específica para cada utilizador, e não para a qualificação ou exclusão de qualquer alternativa. Cada utilizador deve seleccionar as alternativas de acordo com a sua actividade.

 

Um grupo conjunto, constituído por representantes técnicos do C3P, ISQ, INEGI, parceiros técnicos, gestores de programas, e outros representantes técnicos governamentais, deverá identificar os requisitos de aplicação, performance e impacto operacional (sustentabilidade). Este grupo deverá então definir os testes críticos, metodologias e critério de aprovação para a qualificação de alternativas, de acordo com a aplicação do utilizador.

 

Sectores Industriais Afectados

Sector de Transportes (automóvel, caminhos de ferro, aeronáutica); Estaleiros; Sector de Construção (comercial, residencial e industrial); Indústria de Tintas e outras SMEs (Pequenas e Médias Empresas).

 

Benefícios

Os potenciais benefícios que os parceiros podem esperar obter, por implementação de revestimentos primários e de acabamento com baixo teor em COVs, incluem:

  • Redução de emissões de COVs;

  • Produção mais eficiente, uma vez que as tintas são geralmente mais fáceis de aplicar e de remover;

  • Diminuição de produção de resíduos (e diminuição de custos de operação), uma vez que o overspray pode ser recapturado, e o processo não gera desperdícios de solventes de limpeza;

  • Redução de riscos de não conformidades;

  • Redução dos requisitos de segurança e higiene no trabalho;

  •  Revestimento mais duradouro, nalguns casos.

  

 

3. Tecnologia

Demonstração de tecnologias inovadoras de controlo de emissões de COV para aplicações industriais.

 

Necessidade

Os COVs são uma grande fonte de preocupação para a maioria das instalações industriais. As emissões de COVs são geradas através de uma grande variedade de processos, tais como pintura, limpeza de superfícies, limpezas a seco e maquinagem. Adicionalmente, os COV também podem ser gerados a partir de equipamento industrial auxiliar, como caldeiras e queimadores. A legislação da União Europeia força as indústrias, dentro da UE, a avaliar as tecnologias de controlo de emissões de COVs, actualmente usadas, juntamente com a pesquisa de opções para os materiais usados nos seus processos com baixo/sem teor em COVs.

 

Enquanto que processos de pós geração de filtração ou captura de COVs são secundários relativamente às alterações de processos e materiais, as operações críticas requerem tempo para a validação de processos e materiais alternativos. Estas tecnologias de pós geração irão ser requisitadas em numerosas instalações industriais, nos diversos sectores industriais em Portugal, antes do tempo limite de conformidade apresentado na legislação Europeia.

 

Metodologia

Um grupo conjunto dirigido pelo C3P e constituído por representantes técnicos do ISQ, INEGI, empresas/organizações nacionais afectadas, e outros representantes técnicos governamentais, deverá utilizar meios inovadores para identificar requisitos de engenharia, performance, e impacto operacional (sustentabilidade) para tecnologias de controlo de emissões de COVs em processos industriais.

 

Este grupo deverá então definir, através de um consenso, os procedimentos de ensaios e critérios de aprovação para a validação de tecnologias alternativas de controlo de emissões de COVs. De salientar que alguns dos critérios de performance definidos são próprios da indústria, instalação ou processo específico, pelo que qualquer falha em qualquer dos ensaios não implica necessariamente uma desqualificação da tecnologia alternativa de controlo de emissões de COVs numa outra aplicação.

 

As tecnologias de controlo de emissões de COVs deverão ser demonstradas nas seguintes categorias de aplicação (de acordo com os interesses nacionais), mas não limitadas: Operações de Pintura/Revestimentos; Operações de Remoção Química de Revestimentos; Preparação de Superfícies; Limpeza de Superfícies; Operações de Limpeza com Solventes, Operações de Limpeza a Seco; Operações de Produção e Processamento de Têxteis; Operações de Produção e Processamento de Tintas.

 

Sectores Industriais Afectados

Sectores Industriais apresentados acima, bem como: Sector de Transportes (automóvel, caminhos de ferro, aeronáutica); Indústria de Tintas e outras SMEs.

 

Benefícios

As soluções inovadoras e com benefícios de custos de membranas estão disponíveis para uma variada gama de aplicações e indústrias. Os fabricantes de membranas possuem geralmente uma rede recursos de investigação e desenvolvimento para assegurar uma tecnologia de ponta para uma solução personalizada. Os potenciais benefícios que os parceiros podem esperar obter através da implementação de tecnologias de controlo de emissões de COVs, incluem:

  • Redução de emissões de COVs e de não conformidades ambientais;

  • Capacidade de personalização do sistema para tratar altos/baixos níveis de COVs, e contaminantes múltiplos;

  • A implementação pode ser muitas vezes realizada sem a interrupção do funcionamento normal das operações;

  • Retorno do investimento, frequentemente.

 

4. Tecnologia

Validação de Alternativas a lubrificantes com chumbo de películas/filmes secos para aplicações de anti-gripagem, anti corrosão por atrito e operações de auxílio de montagem de peças.

 

Necessidade

Os lubrificantes de filmes secos (Dry Film LubricantsDFLs) são aplicados a componentes de motores para a prevenção de gripagem e corrosão por atrito a temperaturas superiores a 1400ºF. Os DFLs também auxiliam a montagem de motores promovendo a lubrificação e protegendo contra cortes e riscos. Estes DFLs são aplicados a uma grande variedade de substratos metálicos. Muitos dos DFLs normalmente utilizados pelos produtores de motores de turbinas contêm chumbo e outros materiais causadores de problemas ambientais e de segurança, tais como COVs, antimónio, cádmio, e químicos cancerígenos. O objectivo do projecto de DFLs sem chumbo do C3P é a redução da exposição dos trabalhadores e a redução de materiais poluentes, através da identificação e validação de DFLs mais amigos do ambiente e que estejam de acordo com os requisitos de performance.

 

Metodologia

Um grupo conjunto dirigido pelo C3P e constituído por representantes técnicos do ISQ, INEGI, empresas/organizações nacionais afectadas, e outros representantes técnicos governamentais, deverá identificar requisitos de engenharia, performance, e impacto operacional (sustentabilidade) para lubrificantes de filmes secos em processos de anti-gripagem, anti corrosão por atrito e auxílio de montagem de peças. Este grupo deverá então definir, através de um consenso, os procedimentos de ensaios e critérios de aprovação para a validação de tecnologias alternativas inovadoras.

 

Os DFLs sem chumbo deverão ser qualificados nas seguintes categorias (de acordo com os interesses nacionais), mas não limitadas:

  • Aplicações de anti-gripagem e anti corrosão por atrito, a baixas e altas temperaturas, usadas para protecção de partes de superfícies contra desgaste por deslizamento e oscilação.

  • Aplicações de anti-gripagem, a baixas e altas temperaturas, aplicadas na montagem de juntas roscadas, para facilitar a posterior desmontagem.

Sectores Industriais Afectados

 Sector de Transportes (automóvel, caminhos de ferro, aeronáutica); Estaleiros e  outras SMEs.

 

Benefícios

Os potenciais benefícios que os parceiros podem esperar obter através da implementação de DFLs sem chumbo, incluem:

  • Redução de emissões;

  • Redução dos custos de gestão de resíduos;

  • Redução de riscos de não conformidade;

  • Redução do risco de exposição dos trabalhadores.

 

5. Tecnologia

Validação de Tecnologias Alternativas de Remoção de pinturas, em alumínio e substratos compósitos, com baixo teor em COVs e sem materiais poluentes.

 

Necessidade

A preparação de superfícies e/ou remoção de pinturas é um passo necessário para assegurar a adesão necessária de um revestimento recentemente aplicado. O nível de limpeza depende tipicamente do tipo de revestimento a ser aplicado e da aderência especificada. Em Portugal as tecnologias dominantes de preparação de superfícies envolvem decapantes químicos poluentes ou tecnologias de pressurização abrasivas, os quais geram grandes quantidades de resíduos poluentes.

 

Metodologia

Como resposta à preocupação ambiental global e aos recentes desenvolvimentos tecnológicos de processos de preparação de superfícies, deverá realizar-se um projecto nacional, para identificação da localização de tecnologias poluentes de preparação de superfícies, e identificação e qualificação de tecnologias alternativas inovadoras. A equipa técnica de projecto deverá identificar os requisitos de engenharia, performance, e impacto operacional (sustentabilidade) de tecnologias não poluentes de preparação de superfícies/remoção de pinturas para indústrias Portuguesas; e definir protocolos inovadores de ensaios de substituição.

             

Os principais requisitos pelos quais as tecnologias não poluentes, para preparação de superfícies, irão ser definidas incluem: Facilidade de utilização; Velocidade de decapagem; Produção de resíduos; Deformação/Amolgamento; Elementos químicos/materiais poluentes; e Propriedades Ambientais, de Segurança e Higiene no Trabalho.

 

Um grupo conjunto, constituído por representantes técnicos do C3P, ISQ, INEGI, parceiros técnicos, gestores de programas, e outros representantes técnicos governamentais, deverá identificar os requisitos de aplicação, performance e impacto operacional (sustentabilidade). Este grupo deverá então definir os testes críticos, metodologias e critério de aprovação para a qualificação de alternativas, de acordo com a aplicação do utilizador.

 

Sectores Industriais Afectados

Sector de Transportes (automóvel, caminhos de ferro, aeronáutica); Estaleiros; Sector de Construção (comercial, residencial e industrial) e outras SMEs.

 

Benefícios

Os potenciais benefícios que os parceiros podem esperar obter através da implementação de processos de remoção de pinturas não poluentes e com baixo teor em COVs, incluem:

  • Capacidade para produzir até 85% menos resíduos quando comparado com decapagem química;

  • Redução ou eliminação de COVs usados como decapantes, os quais estão associados com a formação de nevoeiro tipicamente regulamentado pelas leis nacionais de poluição do ar;

  • Redução de equipamento de protecção pessoal;

  • Processos amigos do ambiente disponíveis como sistemas autónomos totalmente desenvolvidos;

  •  Efeitos mínimos nas superfícies por baixo das tintas;

  • Algumas das alternativas apresentadas na imprensa são um recurso natural, económico e não tóxico;

  • Redução dos custos de operação de 50% ou mais, quando comparado com decapagem química.

 

 


Director Geral C3P: Pelágio Castelo Branco c3p@c3p.org

Última Actualização: 13/10/2008